Ritmos dentro de nós e fora na natureza - no dia, na semana, no mês e no ano: no ritmo anual - escolher os temas das festas e estações do ano que serão trabalhados nas rodas, nas canções e histórias;
- no ritmo da semana – trazer o calor do ambiente, a preparação do professor e a observação de cada criança; o que organizamos para cada dia da semana, intercalando atividades - por exemplo, na segunda a atividade principal é o teatro de bonecos, na terça a atividade principal é pintura, etc; o dia a dia organizado de forma que a atividade (da segunda, da terça, etc.), se repete no mesmo dia da semana, assim as crianças sabem o dia de cada atividade;
- no ritmo do dia - os limites vem através das atividades do dia que trazem a respiração: a expiração na atividade mais para fora, como o brincar e a inspiração, quando a atividade é mais para dentro, que exige maior concentração, como desenhar ou ouvir história; dentro de cada dia tem também as novidades (que são pequenas surpresas);
- a disciplina através do ritmo - a autoridade saudável num ambiente caloroso que traz a calma necessária para o grupo; organização das atividades em cada dia da semana; também ver o que cada criança e o grupo pede a cada momento, pelo seu comportamento;
- o desenvolvimento do professor- a meditação diária, revisão e avaliação no final do dia, a organização do trabalho a ser desenvolvido na classe, a saúde do professor trabalhada pela boa alimentação e o dormir cedo;
- as imagens no ritmo do dia - a passagem de uma atividade para a outra através de imagens, com canções que se repetem, de forma que a criança já saiba o que será feito na classe; autoridade surge pelo ritmo e pela calma dos que estão ao redor da criança; a professora que se coloca com segurança através das imagens traz a calma no ambiente;
- estar presente na atividade - realizar uma ação de cada vez, para que a criança possa se sentir segura e assim desenvolver a concentração; ouvir o que as crianças pedem, prestando atenção e olhando para elas;
- a autoridade amorosa - criada pela repetição das atividades, a hora de comer, de dormir ou descansar, a hora de brincar e depois arrumar, com canções cheias de imagens e a calma do educador; não sentir complacência, mas ter compreensão e desenvolver a observação das crianças;
- a auto-educação do educador sempre presente, num caminho também construído dentro de um ritmo, a cada dia;
Maria Chantal Amarante – professora Waldorf por 25 anos, Colaboradora da Aliança pela Infância desde a sua fundação, palestrante e orientadora pedagógica e secretária executiva da FEWB – Federação das Escolas Waldorf no Brasil
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